domingo, 18 de outubro de 2009

psico II + rotina

Eu cheguei em casa, não chorava.

Admito: nem lembro. Xinguei alguém que nem sabia quem era e dormi. Mais dois remédios só para fechar o dia. Quando acordei não era dia ainda. Perguntei-me se tinha dormido mesmo porque ainda estava cansada e minha cabeça estava...como se diz mesmo? Com o peso do mundo sobre ela, segurando o (meu) mundo. Minha consciência, bem, estava limpa. Eu ainda não tinha chorado.

Será que realmente esta acontecendo isso? 5 meses fora. O plano de uma vida fora. Meu tempo fora. Minhas lágrimas em vão. Minhas crises em vão. Só resta esquecer porque não restou: Nada. Só a minha dor. 5 meses, algo fixo na minha cabeça.

Naquele momento eu precisava de um abraço, aquele que me faz querer recomeçar. Este momento de lembrança, aquele abraço, me fez chorar. Chorar.

Choragonizar.

Choragonizar pela terceira vez na minha vida. Agonizar. Mas em silêncio. Ninguém podia me ouvir. Só eu mesma. Minha mente gritava e agonizava. As lágrimas escorriam.

Agonizar em silêncio por dor sentimental, que, para mim, já foi aliviada pela dor física. Não, não valia a pena me machucar de novo por algo tão banal.

Como era mesmo? Estou tentando achar as palavras perfeitas: Eu me sentia um bicho peso numa jaula, minha cabeça. Eu era um animal preso dentro de mim mesma, na minha cabeça com pensamentos simultâneos. Ninguém podia me ouvir, sentir (o que eu estava sentindo) ou me encontrar. Eu estava perdida. Intocável. É, achei as palavras certas.