sábado, 31 de outubro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Ao meu segundo amor com certa diferença e carinho
já que ele não quer me ver nem ouvir mais.
Onde eu errei? Tu sabes. Eu sempre coloquei a culpa em ti. Na verdade, eu sempre coloquei a culpa em todo mundo. Tu erraste. Tu erraste. Eu errei; erramos, mas amamos. Acabou.
Tu te imaginas casada com outra pessoa? Eu não. Desculpa, é recente e foi intenso e doentio. Daqui algum tempo talvez eu esqueça: teu cheiro, corpo, sorriso, olhar e os planos irracionais perfeitos.
Eu não tenho medo de quem eu sou. Eu não menti em nenhum momento. Se tu me achas falsa, ridícula, infantil, bláblá, o que posso fazer agora? Saturou como tu disseste. Senti-me um lixo quando tu falou isso. Na verdade, me senti um brinquedo usado e estragado. Eu me rebaixei não sei até que ponto por te amar. Acho que finalmente tinha chegado a hora de parar antes do fundo do poço.
Quando eu olho para o celular, eu penso como seria bom ter uma ligação perdida ou mensagem tua. Dói.
Fiquei feliz de ter tirado o peso da tua consciência. Era exatamente isso o que queria, digo, era o que eu queria fazer para ficar contigo: limpar nossas consciências. Mas não foi o suficiente pra ti. Tu és uma pessoa difícil de agradar. Mula. Nada era e é o suficiente pra ti. Nem eu fui suficiente.
Não te desejo uma casa cheia de gatos e cigarros. É muito racional. Mas, se for para viver aquele futuro irracional que tu planejou comigo, que seja só comigo e mais ninguém. Espero que um dia tu te ache, perdida.
Eu sonhei com samambaias hoje, lembrei do inicio, lembra? Doeu.
Se os opostos se atraem, a atração foi máxima porque eu nunca conheci alguém tão diferente de mim. Digo, tirando sexo, altura e planos futuros de um casal apaixonado (?). Somos diferentes e nunca negamos isto. Nunca me apaixonei por alguém com tanta intensidade e tão irracionalmente como me apaixonei por ti. Rápido. Intenso. Perdidas achadas. Um sentimento muito bom, muito bom, perfeito que ao ponto de ser doentio.
Tava na nossa frente, tava na minha frente mesmo assim eu não vi(a). Era algo gritante. Era uma placa enorme dizendo: “RUA SEM SAIDA”. Tudo bem, eu queria dar de cara no muro se fosse preciso para eu ficar contigo. Mudar era nada se fosse para ficar contigo. Amor- próprio onde estava? Morto junto com todos os planos futuros e irracionais agora.
Tua racionalidade nos salvou, obrigada. Eu não teria me salvado.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Eu odeio amar
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
sem ideia para títulos
Não consigo dormir. Será que está acontecendo de novo? Tenho medo, mas será? Deve ser armadilha do destino de novo. Minha vida paralela. Se alguém rege meu destino, além de mim, porque me traz de volta para o mesmo lugar?! Os mesmos braços. Me dá um tempo! Eu quero ficar sozinha. Lembra do meu tempo de abstinência? Eu o quero. Eu não sou feita de ferro. Se para alguém não importou, pra mim, sim, mesmo querendo esquecer. Esquecer a gente não esquece, mas (fingi) se torna indiferente e forte com o tempo. Mas daqui um tempo eu ainda terei minha casa, meu cachorro e meus filhos com outra pessoa que não sei quem é - o amor da minha vida. Qual deles? Quantos terei? 2,3,4,5,6... Quantas vezes eu vou dizer eu te amo para pessoas diferentes? Quem será o amor da minha vida de verdade, agora? Eu não costumo ter essas dúvidas.
Aguardo a esperança bater a minha porta novamente. Quem sabe eu corra atrás dela caso ela demore a chegar, mas eu preciso aguardar um pouco ainda. Minhas ilusões ainda não naufragaram, eu ainda respiro, meu coração continua batendo, e minha cabeça continua confusa. É, eu ainda estou viva, e o tempo não pára para que eu me conserte.
algumas coisas mudas, outras, simplesmente, não.
domingo, 18 de outubro de 2009
psico II + rotina
Eu cheguei em casa, não chorava.
Admito: nem lembro. Xinguei alguém que nem sabia quem era e dormi. Mais dois remédios só para fechar o dia. Quando acordei não era dia ainda. Perguntei-me se tinha dormido mesmo porque ainda estava cansada e minha cabeça estava...como se diz mesmo? Com o peso do mundo sobre ela, segurando o (meu) mundo. Minha consciência, bem, estava limpa. Eu ainda não tinha chorado.
Será que realmente esta acontecendo isso? 5 meses fora. O plano de uma vida fora. Meu tempo fora. Minhas lágrimas em vão. Minhas crises em vão. Só resta esquecer porque não restou: Nada. Só a minha dor. 5 meses, algo fixo na minha cabeça.
Naquele momento eu precisava de um abraço, aquele que me faz querer recomeçar. Este momento de lembrança, aquele abraço, me fez chorar. Chorar.
Choragonizar.
Choragonizar pela terceira vez na minha vida. Agonizar. Mas em silêncio. Ninguém podia me ouvir. Só eu mesma. Minha mente gritava e agonizava. As lágrimas escorriam.
Agonizar em silêncio por dor sentimental, que, para mim, já foi aliviada pela dor física. Não, não valia a pena me machucar de novo por algo tão banal.
Como era mesmo? Estou tentando achar as palavras perfeitas: Eu me sentia um bicho peso numa jaula, minha cabeça. Eu era um animal preso dentro de mim mesma, na minha cabeça com pensamentos simultâneos. Ninguém podia me ouvir, sentir (o que eu estava sentindo) ou me encontrar. Eu estava perdida. Intocável. É, achei as palavras certas.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
psico
No inicio, eram só reações químicas desequilibradas. Sentia-me um pouco menos eu. Intocável e frágil ao mesmo tempo. As reações foram estabilizando e por que eu ainda me sinto distante e não pronta para voltar? Ninguém acredita em mim, por que eu deveria acreditar? Eles não estão dentro da minha cabeça, do meu corpo, da minha alma.
Eu me dopo e nem sei o que eu tenho. Prednisona, clonazepam, escitalopram e um paracetamol para complementar a reação. É só uma questão de reação química.
Eu sou uma pessoa fraca, sentimental, passional. Fraca. Não determinada. “Tu não é capaz e desiste fácil.”. A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Não quero ser cobrada. Cobranças. Cobranças! COBRANÇAS! Cobranças... Mas isto implicaria em não crescer. Crescer para fugir. Pra onde? Qualquer lugar. Viver minha vida e ser cobrada como trabalhadora, não ser humano.
Por que não acreditam em mim?
Por que não me aceita como eu sou? Eu sou pronto. Quem decidirá pela mudança ou não sou eu. Eu sei meu dever então não me cobrem. Quero só que acreditem que às vezes não dá, não consigo, tenho medo. Eu não sou o melhor ser humano. Apenas sou uma. Eu não gosto de fugir, mas preciso, entende?
Há dias que eu não quero levantar da cama. Não por sono, mas por medo. Medo de ir mal nas provas ou não consegui fazê-las. Medo de decepcionar como estudante, porque como humana já decepciono. Medo de agir estranho pelas reações, de não ser uma boa filha, namorada, irmã, estudante. Medo de não acreditarem em mim; medo de sentir medo.
Eu sinto vontade de chorar e de gritar, mas não choro nem grito. Nem motivo tenho, ou tenho? Não consigo pensar. Acho que estou entrando em...Que se foda. Preciso escrever. Eu estou fingindo ou fugindo? Ou os dois?
Reações químicas na minha cabeça.
Pelo amor de Deus, alguém me desliga. Escuro. Pensamentos simultâneos. Memória cheia. Preciso escrever um livro.
Esqueça-me, eu me esqueço.
Quero poder dormir sem sonhar, ou pelo menos não se lembrar do sonho é muita coisa para lembrar: datas, fotos, trabalhos, testes, sentimentos, lembranças, remédios.
Preciso de uma chance. Desequilíbrio químico, físico, mental, almal(?rs)
Me dá uma chance. Ou algo que me faça esquecer. Tem um buraco na minha cabeça. Ou falta espaço.
Está tudo vibrando. Vibrando. Vibrando conforme as moléculas da reação química, que aquecem (e aceleram) meus pensamentos. Vibrando.
