quinta-feira, 20 de maio de 2010

psico ouvindo "Compliments"

Sinto que estou saindo de mim novamente, mas não se preocupe: não é para sempre. É periódico. Eu preciso disso, acho, se não não aconteceria. Minha cabeça lateja. Saí.

Não se preocupe. Eu estou bem e só quero ficar em silêncio, me esquecer por um momento. Não que eu esqueça, mas eu só não quero lembrar que eu sou eu por alguns minutos, horas. Seria como se eu dormisse de olhos abertos pra ti se eu não te assustasse. Sim, eu sei que esse sono te assusta e confesso que até eu me assusto às vezes. Eu já acostumei, é o procedimento. Não me pergunte agora como nem o que está acontecendo. Simplesmente, acontece e está acontecendo. Eu não tenho mais medo, apenas abraço este caos que é minha alma. Ela querendo escapar. Fugir. Viver. Eu já me acostumei, já faz parte de mim. O caos da minha alma faz parte de mim. Sim, eu já desisti. Não cura.

Não me sacode. Não grita porque eu não vou responder. Eu estou te ouvindo, posso até querer responder, mas não consigo, não posso. Eu vejo e sinto todas as ações, mas não tenho reação. As únicas reações que eu tenho são as químicas neste momento. Minhas lágrimas não são de tristeza; são por eu não saber o motivo da minha tristeza. Eu não consigo reagir, entende? Pode parar? Não bate na minha cabeça. A ferida da minha alma está aí e machuca. Não, minha prioridade por enquanto é a minha cabeça. Sei que tu queres ajudar, e eu quero tua ajuda. Mas não sei o que tu podes fazer, nem eu. Deve ser por isso que estou querendo me esquecer. Não quero a droga do remédio- redundante: droga, remédio, enfim. Eu estou bem. Só estou esperando ela voltar para eu escapar do silêncio. Apaga a luz. Iremos ver TV contigo depois que ela voltar.

domingo, 16 de maio de 2010

i must become a lion hearted girl

Quer saber? Vou descer do muro. Ela, eles, tu tens razão. Eu não vivi ainda. Eu quero ter uma definição que seja definição. Eu quero ser eu e meio. Eu quero ser eu, entende? Encontrar o meu lugar. Cansei. Não quero mais estes rostos, estes hábitos, estes dias. Che-ga. Quero minha vida pela primeira vez na minha vida! Dane-se as decepções! da-ne-se,entendeu? A vida é feita de decepções e, além do mais, eu tenho 17...18 anos! Tenho muito a conhecer, ser, sofrer. Chega de medo. Quero encontrar meu lugar. Quero abstrair tudo agora. Até a verdade. Tirem ela daqui e, se tiver ela, guarde-a! Eu não a quero. Eu quero segui-começar. Esquecer tudo- e todos. Protejo o que me convem. sigo com indiferença e um sorriso na alma.


Ah, e chega de barraco na minha volta. Não tenho mais 14 anos, não que 3-4 anos sejam muita coisa, para ficar fazendo parte disso. São meus amigos, eu sei, mas eu não faço parte do mundo deles. Eu vou buscar o meu mundo.
Eu tenho medo. Depois de duas (grandes) decepções amorosas, acho normal sentir isso. Mas acho que passou dos limites, enfim. Não sei se eu sofri ou se supus sofrer por minha definição ser medo segundo algumas pessoas. Doeu me fez voltar à estaca zero. Não sei onde estão meus princípios. Onde está o meu caráter nem quais são as minhas intenções. Eu estou perdida, simples e novamente.
Tenho a estupida mania de olhar para os lados e pensar neles. E, assim, não vou a lugar nenhum. Fico em cima do muro. Imóvel. Sendo observadora. Pela divergência instintiva entre mim e meus passos. Pelo medo. Pelo medo de atingir algum inocente com a minha presunção(?), machucar alguém pela minha vaidade e escolhas. E, afinal de contas, eu sou as minhas escolhas. Ah, eu, minhas escolhas-que não escolho. Prefiro o meio termo, prefiro ser nada a ser algo incerto.

Acho que é a crise dos 18 anos chegando, inferno astral caralho a quarto que seja. Não vale a pena.

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-não era medo, enfim. tenho mania de usar a palavra medo.
-é, medo parece te definir bem.

terça-feira, 11 de maio de 2010

estímulo

Nunca acreditei que a bebida fosse uma desculpa. Infelizmente, faço dela indiretamente minha desculpa momentânea da minha situação. Eu me controlei, eu juro. Eu evitei, fugi, ignorei. Mas minha carne(?) foi fraca, eu sou e fui fraca. Por cinco segundos joguei nove anos no lixo. Cinco segundos es-ti-mu-la-dos pelo etílico que resultou no sentimento que me toma agora: nojo. E sei que ele me tomara por alguns dias ainda. Meu autoquestionamento talvez me traga resposta que preferiria não descobrir, mas sei que vou, porque dúvidas me tomam.