quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

É para virar a página.

Tenho certa necessidade de escrever, com sentimento. Algo que vem da minha alma. E, a maioria das vezes (para não dizer todas) que escrevia era pensando em ti desde que nos conhecemos.

Enquanto voltava para casa de ônibus, fiquei me perguntando o que fez com que eu te procurasse.

Ultimamente, eu estava me sentindo vazia -era um vazio não esclarecido e isso me incomodava - e eu não conseguia escrever do jeito que necessito então te usei, desculpa. Usei para acabar com o meu vazio não esclarecido e para conseguir escrever.

Foi uma recaída recíproca, como tudo entre nós, mas meu egoísmo em querer escrever e minha vontade deixar tudo bem entre nós provocou isso. Claro, eu também sentia certa falta que não chegava a ser saudade. Não me arrependo; sinto-me culpada em ter conseguido o que eu queria à custa da tua possível tristeza.

Percebi isso quando a porta do ônibus se abriu, e ele arrancou sem fechá-la. Eram centenas de árvores, pessoas, lugares passando enquanto eu estava sentada esperando: uma metáfora do que eu do que eu sinto. Desculpa, modestamente, eu não sou do tipo de pessoa que espera acontecer, mas que faz acontecer principalmente quando é em relação a ti, que deixa meus sentimentos a flor da pele e meu coração inquieto.

Acho que esta é a ultima vez que escrevo pra ti. Desculpa ter te usado. Não me arrependo por esses últimos dias, e gostaria que tu entendesses.

Conta comigo daqui algum tempo. Foi bom te conhecer, abobada. Tu tem a regata branca agora, teu espaço no meu bauzinho e na minha cabeça e coração confusos para sempre mesmo que ele não exista. Te cuida.

Agora de verdade:

Algumas coisas mudam; outras, simplesmente, não.

Está confuso o que eu escrevi; meu reflexo.