sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

2009,

ano anormal pra mim. A perda do meu avô. Dois namoros, volta de amores, carga horário escolar triplicada. Amizade desfeitas, outras feitas sem querer ou afastadas. Último ano escolar. Mudança de apartamento. Que saudade do Bom Fim! Primeira barrada em festa. Apoio da pessoa que eu menos esperava. Brigas feias com meus pais, e eu querendo fugir e aprendendo que a esperança é a última que morre. “Doença”, exames, exames e mais exames porque meu psicológico andou mal a ponto de atingir meu corpo. Mas como a Maria Alice disse “Eu sabia que tu ia conseguir mesmo com que tu estava passando.” Adorei receber o canudo dela por falar nisso. Eu consegui. Só falta passa na UFRGS, mas isso eu deixo par 2010. Uma nova década quase entrando! *-*

Dizem que anos impares são sempre melhores, eu confirmo: meu 2009 foi demais! Agradeço a todos que fizeram parte do meu ano.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Fomos embora, Rosário.


A rotina terminará, eu não estou mais no colégio. Sinto-me desorientada.

Passei três anos apenas nesse colégio, mas aprendi uma vida nele. Diferente das pessoas que aparecem nas placas, eu não levo a solidariedade, mas levo o contrário. Levo também o ensinamentos que, mesmo sendo dito sempre a cada turma e novo ano, foram especiais pra mim. Eu os guardo em mim como parte do meu caráter.

Não sei se é verdade o que eles dizem: os alunos rosarienses são diferentes de todos, mas fico feliz. Gosto de ter a sensação do diferencial.

Vou sentir saudade dos corredores emos, da coordenação envidraçada, de todas as salas com asimagens dos santos e de todos que conviveram comigo na minha segunda casa, que eu não vou mais voltar pois estou indo embora, eu e mais ou menos 320 filhos.

Lembro do primeiro dia e do último. Adeus, Ensino Médio. Adeus, colégio. Adeus, Rosário. É uma nova etapa começando.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Crise dos 17 e meio

Estes dias eu estava pensando em pedir minha emancipação à minha mãe . Pra quê? Não sei, pedi, e ela concordou. Queria ter logo meus 18 anos e ser menos independente dos meus pais. Na verdade, não é que eu seja depedente deles, mas é que eles sempre estão a minha disposição e me sinto segura(?) (-n) por eles estarem ali perto de mim. Tenho sorte. Em outras palavras: eu sou mimada.

Fui barrada por ser menor de idade no Cine há alguns dias para aumentar minha vontade de ter 18 anos e chegar mais perto da minha independência. Caralho, quero ter logo 18 anos! Sei que não muda muita coisa, enfim. Eu odeio passar o dia falsificando identidades.

Parece que cada vez mais estou longe dos meus 18 anos e da minha indepencida, mas é mero drama e impressão.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

É para virar a página.

Tenho certa necessidade de escrever, com sentimento. Algo que vem da minha alma. E, a maioria das vezes (para não dizer todas) que escrevia era pensando em ti desde que nos conhecemos.

Enquanto voltava para casa de ônibus, fiquei me perguntando o que fez com que eu te procurasse.

Ultimamente, eu estava me sentindo vazia -era um vazio não esclarecido e isso me incomodava - e eu não conseguia escrever do jeito que necessito então te usei, desculpa. Usei para acabar com o meu vazio não esclarecido e para conseguir escrever.

Foi uma recaída recíproca, como tudo entre nós, mas meu egoísmo em querer escrever e minha vontade deixar tudo bem entre nós provocou isso. Claro, eu também sentia certa falta que não chegava a ser saudade. Não me arrependo; sinto-me culpada em ter conseguido o que eu queria à custa da tua possível tristeza.

Percebi isso quando a porta do ônibus se abriu, e ele arrancou sem fechá-la. Eram centenas de árvores, pessoas, lugares passando enquanto eu estava sentada esperando: uma metáfora do que eu do que eu sinto. Desculpa, modestamente, eu não sou do tipo de pessoa que espera acontecer, mas que faz acontecer principalmente quando é em relação a ti, que deixa meus sentimentos a flor da pele e meu coração inquieto.

Acho que esta é a ultima vez que escrevo pra ti. Desculpa ter te usado. Não me arrependo por esses últimos dias, e gostaria que tu entendesses.

Conta comigo daqui algum tempo. Foi bom te conhecer, abobada. Tu tem a regata branca agora, teu espaço no meu bauzinho e na minha cabeça e coração confusos para sempre mesmo que ele não exista. Te cuida.

Agora de verdade:

Algumas coisas mudam; outras, simplesmente, não.

Está confuso o que eu escrevi; meu reflexo.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

eu sou uma doente!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Novela mexicana

acho que é a descrição certa do que estou vivendo ou talvez seja dificuldade de separação, desligamento, seguir em frente sem olhar para trás, mas não quero me entregar.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

eu sou forte. se eu passar e aguentar isto, sei que aguento tudo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Vazio.

Na verdade não é pelo dia que escrevo, mas pelo sentimento que tem me tomado nos últimos dias. Eu não sou feita de ferro. Não uso de maneira inteligente minha carne. Eu sei que não estou sozinha na situação, que meus sentimentos não são singulares, mas eu estou sentindo e está doendo(?). Não, não está doendo, apenas há um vazio que eu não quero preencher agora. Quero ficar na minha agora. Minto, às vezes quero colocar fogo na cidade de tão na minha não quero ficar. Acho que estou perdida. Perder-se também é um caminho.