segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Não são metáforas, mas são vazias.

Lembrei de ti ontem antes de dormir. Não senti saudade, juro. Engraçado que, hoje de manhã, por um instante, queria que tu estivesse do meu lado. Me segurando. Apoiando. Controlando. Tua lembrança me vem na hora certa, mais uma vez. Ontem pensei em te mandar noticias, mas, aproveitando a manhã de hoje, te mando minhas mágoas, aquelas que tu não deixava me abalar e sempre tentou conter. Te mandar noticias soa esquizofrenia, tu entende.

Não é fácil nem tão difícil; é viver.

Minha mãe continua me dando tudo e fingindo que nada acontece, e eu, tentando encontrar Pasárgada talvez. Desculpa ter te deixado de lado nestes últimos meses. Encontrei outros braços, que me protegem, ou pelo menos é o que eles me fazem sentir. Eles são de verdade; dá para sentir o coração bater, ver e amar. Tu entende que eu só preciso de ti quando sinto que não tenho mais ninguém, quando só resta o silêncio, Silêncio. Desculpe mais uma vez.