Quando acordei e vi as horas, eram 06:06. Tão cedo pra quê? Algo me chamava para que eu não ficasse na cama. Eu fui para Vila Nova. Passei o dia dormindo e lendo. 12:12, 13:13, 14:14, 18:18. Não me pergunte o que eu estava lendo, porque é capaz de nem lembrar. Passei o dia irritada. Por quê? Não sei. De mim mesma por pensar tanto no futuro, quando, ao mesmo tempo, eu dou conselhos para outros não pensarem. Eu tento parecer responsável e madura. Isso me torna uma pessoa inconstante, porque eu ainda sou uma pirralha de 16 anos. Uma pirralha de 16 anos que quer crescer, viver e coloca o que quer acima dos próprios sentimentos às vezes. Como eu já ouvi de um passado “Tu quer viver demais Maria Paula”. Sim, eu quero viver e muito. Ainda não sei o que é viver exatamente, mas sei que vou mais longe tomando vergonha na cara do que vodka. Talvez tome os dois para fazer uma isotônica. Contradição. Hot n’cold. Que seja. Quem se importa com o que estou escrevendo? Desculpe, bate o revolts agora.
Minha mãe venho me perguntar o que tinha acontecido. Primeiro eu disse que ela não poderia me ajudar. Ela insistiu. Eu contei tudo. Aliviou. É engraçado como eu sempre fico bem depois de conversar com ela. Foi a primeira vez que eu não fiquei em cima do muro ao conversa com ela. Falei simplesmente. E foi a primeira vez que ela não ficou contra o que eu disse. Ela que ficou em cima do muro dessa vez.
Uma frase legal da noite:
É, o egoísmo e interesse sempre falam mais alto.