domingo, 29 de março de 2009

O dia depois ontem

Quando acordei e vi as horas, eram 06:06. Tão cedo pra quê? Algo me chamava para que eu não ficasse na cama. Eu fui para Vila Nova. Passei o dia dormindo e lendo. 12:12, 13:13, 14:14, 18:18. Não me pergunte o que eu estava lendo, porque é capaz de nem lembrar. Passei o dia irritada. Por quê? Não sei. De mim mesma por pensar tanto no futuro, quando, ao mesmo tempo, eu dou conselhos para outros não pensarem. Eu tento parecer responsável e madura. Isso me torna uma pessoa inconstante, porque eu ainda sou uma pirralha de 16 anos. Uma pirralha de 16 anos que quer crescer, viver e coloca o que quer acima dos próprios sentimentos às vezes. Como eu já ouvi de um passado “Tu quer viver demais Maria Paula”. Sim, eu quero viver e muito. Ainda não sei o que é viver exatamente, mas sei que vou mais longe tomando vergonha na cara do que vodka. Talvez tome os dois para fazer uma isotônica. Contradição. Hot n’cold. Que seja. Quem se importa com o que estou escrevendo? Desculpe, bate o revolts agora.

Minha mãe venho me perguntar o que tinha acontecido. Primeiro eu disse que ela não poderia me ajudar. Ela insistiu. Eu contei tudo. Aliviou. É engraçado como eu sempre fico bem depois de conversar com ela. Foi a primeira vez que eu não fiquei em cima do muro ao conversa com ela. Falei simplesmente. E foi a primeira vez que ela não ficou contra o que eu disse. Ela que ficou em cima do muro dessa vez.


Uma frase legal da noite:
É, o egoísmo e interesse sempre falam mais alto.

sábado, 21 de março de 2009

eternidade na arte

Desde que me conheço por gente, a segunda maior pergunta depois da origem da existência humana pra mim é: Amor é eterno? Na minha opinião, não. Já histórias de amor sim.
Das zilhões de coisas que meu professor de literatura fala, uma delas é que só a arte é capaz de eternizar. Eternizar o quê? Sentimentos. Na verdade, histórias de sentimentos. Serei mais epecífica: Histórias de amor.
A arte é uma representação da história com única função de garantir a eternidade, já que a memória falha e morre.
Marília tem sorte. Dirceu é doente por ter eternizado uma dor, digo, eternizar seu amor.
É, acho que valeu ser doente.

290408

sexta-feira, 13 de março de 2009

13:13

Ao contrário de tudo, acho que sexta-feira 13 me traz sorte. E o último mês não podia ser melhor. 13:13. Parece que eu acordei de um pesadelo para viver um sonho real. Eu tenho esperança, confiança e vontade para fazer tudo dar certo. Tenho medo de não ter tempo para viver essa felicidade, por isso vou aproveitar bem cada momento junto dela. Acho que minhas palavras não são o suficiente para descrever o que eu estou sentindo. Me faz tão bem. Eu estou feliz. Eu sou feliz. Tenho parte (ou tudo) do que eu preciso.

O todo sem a parte não é todo,
A parte sem o todo não é parte,
Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
Não se diga, que é parte, sendo todo.

<3

sábado, 7 de março de 2009

diálogo ambíguo

-Com quantos anos tu quer que eu saia de casa?
-23.
- Vou ter que te aturar por mais 7 anos?
- Vai.