Faz algumas semanas que acordo com a mesma sensação: não sou mais a mesma, mas sou eu mesma. Clichê, mas verdade. Meu cabelo -e coração- bagunçado, meus olhos -e coração- abertos fechados, minhas mãos –e coração- congelando, minha cabeça -e coração- estourando, meu rosto -e coração- cheio de cicatrizes. Não, eu não estava acordando. A imagem refletida no espelho era de alguém que eu não reconheço faz algum tempo.
Eu perdi a esperança. A minha esperança. A esperança nos outros. Eu perdi. Eu me perdi e no meio de um caminho incerto, eu achei que tinha acertado, me encontrando, mas não. Eu só tinha me perdido mais ainda. Adoecendo-me mais um pouco. Enlouquecendo mais um pouco e perdendo a esperança mais um pouco e eu estou aqui escrevendo sobre a minha doença, sobre a minha loucura, sobre a minha desesperança, sobre o que eu nem sei por e o quê. Nada me prende a nada.
Em três anos eu cresci o que eu não tinha crescido em 15. Em três anos por alguns momentos eu achei que eu era a dona do mundo e sou. Mas agora parece que eu tenho que suportar o peso dele nas costas por isso.
Nos últimos três anos, eu tive a sensação de ter perdido o amor da minha vida sem ao menos saber se ele era o amor da minha vida e hoje o que restou foi um baú e coração cheio de lembranças mal definidas. Nos últimos três anos, eu me apaixonei doentiamente por alguém não merecia nem o meu sorriso amarelo. E hoje o que restou é minha falta de confiança em mim mesma e uma enorme cicatriz na minha alma, que faz eu me culpar todos os dias por não ter evitado (o quê mesmo? Tudo, os três anos, algo assim.).
Nos últimos três anos, eu deixei meus amigos na mão por querer cuidar de mim mesma, mas não percebia que, cuidando dos meus amigos, estaria cuidando de mim mesma. O que restou hoje é saudade dos “velhos tempos”, três anos ou menos não é nada comparado a uma vida. Nos últimos três anos, eu absorvi tanto conhecimento que minha cabeça...bem, eu admito que não ando batendo muito bem das ideias ultimamemente. Eu não posso dormir até o meio-dia ou ir dormir às seis da manhã por causa disso. Eu vivo a ácido valpróico. [...]
Mesmo assim, sinto que serei mesma algum dia. Mas três anos não voltam. Os danos, as cicatrizes não somem só da minha vontade(que é pouca, confesso.). As cicatrizes estão na minha alma (se eu tiver uma), na minha cabeça (não que não seja coisa da minha cabeça) e no meu coração (mesmo que eu não esteja ligando muito para ele ultimamente.). Na verdade, [...]
Preciso de algo que me faça acreditar de novo, simples.
faço desse texto um resumo das minhas lamentações, dos meus últimos três anos e do meu desejo.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
À arquitetura
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Sabe, eu não sei bem o por que cai nos teus braços, mas foi mais ou menos assim: eu preciso de algo que tenha de tudo um pouco. Cheguei e marquei uma opção entre uns 50 cursos.
Deve ser por isso que me identifico contigo. Não tem porque exato (mesmo que haja números). Mas estou ai, agarrada em ti, não querendo ver isso. Ligada tão intimamente que nem sinto que tu fazes parte de mim. Parte do meio dia-a-dia; parte do meu futuro. Eu me rendo. E te amarei (ou amo) e não te deixarei (mas isso não quer dizer para sempre).
Eu estava caminhando pela 24 de outubro. Sem querer eu me encontrei olhando para cima –“a cima das marquises”- xingando em pensamento um prédio que achei horroroso. Achei presunção julgar um prédio igual a todos os outros. Acho que caiu a ficha: eu sou uma estudante de arquitetura.
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