domingo, 14 de fevereiro de 2010

Enquanto se ouvia My immortal

Não lembro o que escrevi há quase um ano pra ti, mas lembro que não consegui dizer tudo que eu precisava e preciso te dizer. Eu sei que nem tudo entre nos é recíproco, e nossas expectativas são (tão) diferentes- e, por minha parte, as expectativas são inconstantes também. [...]

Eu precisava te dizer quê: eu aprendi a amar de novo. Até uns dois meses atrás, porém, descobri que não amava, mas estava apaixonada, e paixão cega e, da mesma forma que vem, vai. Então agora preciso te dizer que eu aprendi a me apaixonar de novo e hoje eu sinto que eu amei só uma pessoa de verdade.

Eu não gosto muito de pensar nisso porque tenho medo de descobrir respostas que eu prefiro levar para sempre comigo como algo deixado para trás, esquecido, sem importância. Indiferente. Indiferente como eu tentei ser em relação a ti, mesmo isso sendo uma tarefa difícil. A indiferença e minha vontade de viver foram minhas armas para te esquecer ou não pensar pelo menos como tu sabe. [...]

Até agora não encontrei nenhum abraço que acolhesse como o teu. Talvez seja por isso que eu sempre queria e quero correr para ele quando preciso além do (doce) gosto do passado que ele traz. [...] Eu não sei se eu te amo mesmo tu me acusando que não. Eu não sei se tu é o amor da minha ou se é de ti que eu quero e preciso fugir pelo resto da minha vida ou se isso ainda é necessário ser respondido.

Eu pensei que o tempo curasse tudo, mas não: parece que ele só piora, desgasta, machuca o que tem entre nós- se é que existe algo entre nós- e parece que tem ”muitas coisas que ele não é capaz de apagar”. [...]