Eu estava olhando as fotos antigas da casa da minha avó. Milhões de fotos. Fotos de pessoas que eu conheço, mas 40 anos mais jovens nas fotos. Meu pai de cabelo comprido e magro. Minha avó vestida de melindrosa. Meu avô jogando futebol. Eu chorando no Ano novo de 1995.
Eu senti que estava sendo observada. Quando vi o João Gabriel, meu primo, me olhando (Olhando as fotos na verdade). Ele pegou uma foto e quase rasgou. Eu gritei “Não!”. Peguei ele no colo e ele começou a rir. Levei ele em direção a cama da minha avó e joguei ele lá mesmo. Volta a dormir. Ele continuava rindo. Ele voltou no quarto e disse “volti” (é, sabe como criança fala) dando risada.
Eu senti que estava sendo observada. Quando vi o João Gabriel, meu primo, me olhando (Olhando as fotos na verdade). Ele pegou uma foto e quase rasgou. Eu gritei “Não!”. Peguei ele no colo e ele começou a rir. Levei ele em direção a cama da minha avó e joguei ele lá mesmo. Volta a dormir. Ele continuava rindo. Ele voltou no quarto e disse “volti” (é, sabe como criança fala) dando risada.
Eu repeti o ato de jogar ele na cama e ele o de voltar e falar “volti” umas 4, 5 vezes depois. Quando cansei, me atirei na cama junto com ele e comecei a fazer, sei lá, acho que era fazer cócegas nele, mas ele ria muito e eu também.
Eu fui viajar com a intenção de aliviar minha cabeça de tudo que está acontecendo aqui. Não adiantou nada, porque minha consciência não estava bem.
Dois dias não foi o suficiente para aliviar minha consciência, mas foi bom por eu ter conhecido meu primo realmente. O guri completou 3 anos e nunca tinha prestado atenção em mim. E só me descobriu depois de uma galinhagem. É, adoro galinhagem.
Dois dias não foi o suficiente para aliviar minha consciência, mas foi bom por eu ter conhecido meu primo realmente. O guri completou 3 anos e nunca tinha prestado atenção em mim. E só me descobriu depois de uma galinhagem. É, adoro galinhagem.